De acordo com a E-bit, empresa de informações do e-commerce, no ano passado mais de 51 milhões realizaram compras online, alcançando um faturamento de R$ 28 bilhões. Toda a informação divulgada na rede, muitas vezes sem proteção, pode ser alvo de criminosos responsáveis por fraudes online. A discussão foi tema de palestra no evento do TransUnion Group, que aconteceu no dia 28 de maio, em São Paulo.

Segundo o diretor de Operações do Grupo, André Damiano, o comportamento dos novos consumidores, em especial da Geração Y, pode provocar a atuação de fraudadores, que vêem facilidade para praticar os crimes. “Hoje em dia, uma série de informações pessoais estão disponíveis online e o brasileiro gosta de compartilhar tudo nas redes, o que acaba sendo perigoso muitas vezes”, defende.

Ainda de acordo com Damiano, as empresas deveriam investir na comunicação com os clientes, a fim de orientá-los no uso correto da internet. “Precisamos estar próximos dos nossos consumidores, saber o que eles estão fazendo, e, principalmente, ensinando como lidar com possíveis ameaças de fraudes, a fim de evitá-las”, completa o executivo.

O raciocínio sugere que o cenário não é animador para o mercado de seguros. Os casos de fraude, agora com o incremento do delito via web, estão entre 10% e 15% do volume total de sinistros pagos, somando R$ 3,6 bilhões ao ano. Para muitos especialistas, o que mais facilita a ação dos criminosos no Brasil é a impunidade, já que no País não existem leis específicas para a infração.

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